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sábado, 21 de maio de 2011

O futuro das telas touchscreen [vídeo]


Por Felipe Gugelmin - Tecmundo


O estudante Michael Knuepfel, da Tisch School of Arts, desenvolvou uma série de dispositivos que exploram o potencial das telas touchscreen e ampliam as possibilidades da tecnologia. Sua tese de conclusão de curso intitulada “Extending the Touchscreen” (Extendendo a tela de toque, em uma tradução livre), é constituída por sete dispositivos que têm como principal objetivo ampliar os usos deste tipo de tecnologia.
 O trabalho é constituído por um controle para jogos no iPhone, anéis digitais que podem trazer mais segurança na hora de desbloquear smartphones, duas modificações para a caneta stylus e um dispositivo de discagem manipulado pela tela de toque. Além disso, é mostrado um robô em fase de testes que detecta a proximidade com que o usuário toca na superfície.
Segundo Knuepfel, o objetivo do projeto é trazer a tecnologia touchscreen para meios diferentes dos convencionais. O estudante também espera que suas invenções sejam capazes de oferecer uma experiência de interação mais intuitiva e tátil, além de trazer mais diversão para tarefas realizadas de forma cotidiana.


Como funcionam as cadeiras 4D dos cinemas

Por Fabio Jordão - Tecmundo

Conheça um pouco desses produtos que propiciam uma experiência ainda mais realista nos cinemas.


Dia 18 de dezembro de 2009, uma data que ficou marcada na memória de muitos. Nesse dia, o filme “Avatar” estava estreando no Brasil e o conceito de cinema 3D estava ganhando um novo sentido. E foi em 2010 que a onda dos filmes tridimensionais realmente pegou. Desde então, quase todos os longas começaram a ser exibidos em duas versões: uma simples e outra com objetos que saem da tela.
A evolução da experiência cinematográfica não parou por aí. Muitas empresas do ramo viram o pote de ouro que o 3D trazia e pensaram em investir em algo ainda melhor: o cinema 4D. Tal novidade não significava exatamente que os filmes ganharam uma nova dimensão (pois cada “D” faz referência a uma dimensão). O nome adotado comercialmente foi escolhido para indicar que os filmes eram 3D e ainda estimulavam outros sentidos além da visão e da audição.
Para poder simular a interação entre o filme e a sala de cinema, as empresas responsáveis pela experiência dos sentidos extras tiveram de apelar para alguns novos aparelhos. Os mais óbvios foram dispositivos para liberar fumaça, jorrar água e aquecer o ambiente. Acontece que a experiência não estava satisfatória e por isso foi preciso adotar algo que interagisse mais de perto: as cadeiras especiais para cinemas 4D.
Na verdade, cadeiras desse tipo não são muito recentes. A Disney, por exemplo, já utiliza brinquedos com “tecnologia 4D” muito antes de falarem nos cinemas 3D. Não há uma data precisa de quando essas cadeiras surgiram, porém, temos a certeza de que as novas tecnologias para esses produtos vão revolucionar o entretenimento e trarão um novo nível de realismo para os cinéfilos.

Antes da cadeira

Como você já percebeu, o cinema 4D não depende apenas de um único objeto ou de uma simples tecnologia. O conjunto de recursos faz com que os filmes realmente saiam da tela e interajam com o público. E para que tudo seja possível é preciso que uma programação prévia seja realizada, afinal, os efeitos não são realizados ao vivo.
Para cada dispositivo existe um software que controla tudo, sincronizando o que aparece na tela com o que acontece na sala. E com as cadeiras 4D não é diferente. Tomando como exemplo os produtos oferecidos pela empresa D-BOX, é possível ter uma noção de como funciona a “construção” dos efeitos.
Em um primeiro momento, uma equipe visualiza o filme inteiro e adiciona os efeitos (o chamado "motion code") em um programa específico. Esse software é compatível com um aparelho que vai comandar os motores embutidos na cadeira. Cada efeito contém instruções quanto ao momento em que deve ser ativado e a intensidade que deve gerar para que o espectador sinta a ação do filme.
Por exemplo: em uma cena de ação podem ser adicionados diversos efeitos para simular os movimentos visualizados na tela. Um efeito acionará o motor de gravidade, dando a impressão de que a pessoa está em queda livre. Outro vai fazer a cadeira tremer em um terremoto. Um terceiro pode provocar pequenas vibrações, enquanto o personagem estiver pilotando um carro numa rua esburacada. E assim por diante; o leque de possibilidades é grande.

O assento recebe os efeitos

Depois que os efeitos são devidamente programados e sincronizados, tanto com o vídeo quanto com o áudio, o envio de informações fica por conta do controlador de movimentos. Esse aparelho não reproduz o filme, mas é responsável por se comunicar com o aparelho que está executando o longa, visto que ele deve sincronizar os efeitos com as imagens.
A fabricante D-BOX, por exemplo, comercializa equipamentos que funcionam em conjunto com um computador e outros que funcionam de forma independente. O modelo compatível com PCs é conectado à cadeira por meio de um cabo USB. Ele pode ser gerenciado pelo Windows e possibilita que a pessoa que cuida da reprodução realize ajustes finais antes do início do filme.
Já os controladores de movimentos da série “Standalone” funcionam com DVDs ou Blu-rays. Esses modelos trazem HD de 80 GB, portas para conectar até quatro cadeiras, conexão de rede e regulagem do nível de intensidade. A D-BOX não informa qual aparelho é utilizado nas salas de cinema, mas, em teoria, o modelo não afeta o resultado dos efeitos especiais. Vale salientar que os controladores de movimentos podem ser adquiridos para uso residencial.
Depois que os efeitos são enviados à cadeira, basta os motores executarem as atividades. A fabricante não informa quantos efeitos podem ser realizados simultaneamente, mas observando as demonstrações é possível perceber que dois motores podem ser ativados ao mesmo tempo.
As cadeiras 4D da D-BOX possuem reguladores de fácil acesso. Esses servem para que o espectador possa modificar a intensidade dos efeitos. Vale frisar ainda que os produtos da D-BOX possuem sensores para identificar quais cadeiras estão ocupadas, desse modo, os locais vagos não funcionam indevidamente.

Os filmes 4D já estão aí

Talvez você não esteja acreditando muito nesse papo, afinal, poucas notícias saíram quanto aos filmes que adotaram essa tecnologia. Em 2010, noticiamos que “Avatar” foi reproduzido na Coreia com tecnologia 4D, todavia, depois dessa notícia, poucos portais comentaram sobre outros filmes em 4D.
Só para deixar bem claro, os filmes 4D estão aí sim e, no que depender de empresas como a Warner, essa tecnologia tem grandes chances de ser o próximo passo no entretenimento em cinemas. “Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2”, por exemplo, vai ter uma versão 4D. O filme deve passar nos 50 cinemas dos EUA equipados com as cadeiras da D-BOX.
E não é somente esse filme. O novíssimo “Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”, que estreia hoje (20 de maio), também vai ter uma versão 4D, a qual será exibida nas 70 salas de cinema com tecnologia da D-BOX. Além desses dois longas, a D-BOX anunciou que “Velozes e Furiosos 5” já está em exibição em algumas salas 4D selecionadas.

No Brasil, ainda falta muito

Como citamos em outro artigo aqui no Tecmundo, no Brasil há apenas um cinema com tecnologia 4D. Se fôssemos considerar apenas cinemas que reproduzem filmes comerciais, nosso cinema 4D talvez nem se encaixasse como uma instalação válida. O primeiro cinema 4D do Brasil fica em Alpen Park, na cidade de Canela – RS.
Em alguns shoppings, já existem brinquedos para simular os efeitos em 4D, entretanto, tais aparelhos reproduzem apenas pequenas demonstrações. Agora, quando falamos de cinemas, o assunto muda. Não há quaisquer previsões de grandes salas equipadas com cadeiras 4D, até porque, no Brasil, o IMAX ainda não é um grande sucesso, o que nos faz acreditar que o 4D demore ainda mais para chegar.
Você já experimentou algum filme ou demonstração em 4D? Está ansioso pela chegada dos cinemas 4D ao Brasil? Deixe seu comentário!


sexta-feira, 20 de maio de 2011

4G será solução para emergentes, diz IEEE

Por Monica Campi, de INFO Online



SÃO PAULO – A tecnologia 4G (LTE) pode ser a solução para conexões banda larga em áreas rurais e urbanas em desenvolvimento onde a internet fixa é menos eficiente. A afirmação é de especialistas do IEEE, associação profissional global para o avanço da tecnologia.
De acordo com o IEEE, esta tecnologia wireless de alta velocidade pode auxiliar na expansão da educação à distância, proporcionar acesso a informações por agricultores e até mesmo ampliar o alcance dos cuidados de saúde com a telemedicina.
Com a transferência de dados em velocidades que variam entre 100Mbps e 1Gbps (mais veloz até mesmo que alguns acessos fixos), o 4G poderá eliminar o abismo digital que há entre grandes centros urbanos e rurais em países emergentes.
“O 4G, com um número maior de bandas de frequência do que as gerações wireless anteriores, permite que as operadoras utilizem o sinal de baixa freqüência que viaja muito além das estações de transmissor usando a mesma quantidade de energia. Isso amplia a cobertura geográfica a um custo menor do que as atuais gerações de tecnologia wireless”, afirma Shuzo Kato, membro do IEEE e inventor do chipset TDMA em 1986.
Segundo o Fundo de População das Nações Unidas, mais de 3 bilhões de pessoas em todo o mundo moram em áreas rurais. Mas como possuem densidade populacional mais baixa, o custo para cabear as regiões com fibra ótica acaba sendo um empecilho para sua propagação.
Além disso, as limitações de banda e cobertura das gerações anteriores de conexões sem fio tornaram-se um desafio para as operadoras, especialmente em países como Brasil e Índia, onde os investimentos seriam inviáveis para o tipo de serviço necessário.
Porém, uma recente pesquisa da Wireless Intelligence afirma que os mercados emergentes respondem por quase 80% do total de conexões wireless.
"Conforme o volume de assinantes de serviços wireless cresce em áreas rurais e em desenvolvimento, espera-se que os custos mais baixos com infraestrutura se traduzam em mais serviços e capacidade para todos, independentemente da localização, para auxiliar o crescimento industrial e econômico de forma mais eficiente”, diz Carlos Cordeiro, membro sênior do IEEE e arquiteto-chefe de normas para o Mobile Wireless Group da Intel.

domingo, 15 de maio de 2011



Ortus Technology, empresa japonesa de tecnologia, desenvolveu o que está chamando
           Ortus Technology, empresa japonesa de tecnologia, desenvolveu o que está chamando de “a menor tela 3D com resolução Full HD do mundo”. Com 4,8 polegadas e 1920 x 1080 pixels de resolução máxima, o novo display ainda exige que os usuários utilizem óculos especiais para usufruir de conteúdos tridimensionais.A novidade une duas tecnologias inovadoras, a HAST (Hyper Amorphous Silicon TFT) e o filme ótico Xpol, para reproduzir imagens e vídeos com 458 pontos por polegada em 2D e 229 ppi no modo tridimensional. O produto da Ortus Technology pode exibir 16,8 milhões de cores em um ângulo de visão com até 160 graus.
O dispositivo possui retroiluminação de LED. Confira a qualidade de reprodução 3D do display no vídeo acima. Em 2010, a empresa teve repercussão na mídia com um modelo com especificações parecidas, porém com suporte apenas para 2D.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Luva toca instrumentos apenas com gestos

Por Paula Rothman, de INFO Online



SÃO PAULO – Eleve as competições de air guitar à última potência e faça sons de verdade apenas gesticulando como se estivesse tocando um instrumento.
A ideia, já colocada em prática, é do designer Scott Peterman, de Nova York.
A Banda Imaginária (The Imaginary Marching Band) consiste em uma série de instrumentos usáveis na forma de luvas, que emitem sons a partir da mímica.
Ao realizar um gesto, o som correspondente ao seu movimento é emitido a partir de dados armazenados e via conexão USB. Qualquer software de edição de áudio pode ser usado (Garageband, Logic, Pro Tools).
luva musical 2
Atualmente há seis instrumentos imaginários: trompete, trombone, tuba, tambor, bumbo e pratos (nada de guitarras para os fãs de air Guitar).
O projeto é Open Source, tanto o software como o hardware. Seu objetivo é encorajar outros a experimentar a área de interface invisível que imita o mundo real.
Peterman pede doações para terminar o projeto. Quem doar mais de $150 recebe sua própria versão da luva e branco e dourado. Doadores de  $500 podem escolher açor de suas luvas.
Quem quiser, pode fazer suas doações via pay pal através de uma página do KickStarter

luva musical 3

Conceito dobrável da Fujitsu pode ser usado como notebook, tablet ou e-book

Por Beatriz Smaal - Tecmundo

O Flexbook está entre os finalistas de uma competição de designers e pode ser personalizado com capas emborrachadas, de acordo com o estilo do usuário.

Flexbook
Flexbook (Fonte da imagem: DesignBoom)

O designer Hao-Chun Huang criou um conceito de computador multiuso, ou podemos dizer, um tablet dobrável? O Flexbook traz essa dúvida por se tratar de um equipamento com diversos usos e fins, adaptável de acordo com a necessidade. Por ser tão inovador, o conceito está na final da competição “a life with future computing”, organizada pela Fujitsu em parceria com o site DesignBoom.
Este disposto possui um teclado à prova d’água e uma tela de widescreen de 21:9 e 11 polegadas que se dobra ao meio, transformando o aparelho tanto em um tablet quanto em um e-book. Mas se isso não fosse suficiente, o teclado que acompanha o Flexbook também pode ser dobrado e armazenado entre a tela, fazendo com que ele se torne uma pequena caixa colorida.
A parte de fora é coberta com uma skin emborrachada, permitindo que ele seja guardado em bolsas ou mochilas sem nenhum dano ao equipamento. As cores e estilos da capa podem ser personalizados, para que o usuário faça um modelo com a textura que bem entender

Galeria de Imagens

Samsung apresenta tela AMOLED dobrável sem emenda


  • Por Douglas Ciriaco - Tecmundo



Display que apresentou pouca queda de desempenho após vários testes deve figurar em futuros smartphones da empresa sul-coreana

Protótipo de tela da Samsung é dobrável e sensível ao toque. (Fonte da imagem: Samsung)

A Samsung exibiu um protótipo de tela dobrável e sensível ao toque. O display de AMOLED não tem emenda, ou seja, a marca que deveria haver na dobra da tela é praticamente imperceptível e oferece um bom espaço de visualização para os usuários, sem ocupar tanto espaço como normalmente acontece.
De acordo com o site OLED-info, a tela deve ser usada em smartphones quando pronta – por motivos óbvios, como a melhor proporção de espaço x qualidade de imagem. O dispositivo foi construído com dois painéis de AMOLED, borracha de silicone e uma cobertura de vidro por todo o case.
Se a tela ainda está distante de virar realidade em larga escala, os testes são  no mínimo animadores. A Samsung informou que o protótipo foi dobrado cerca de 100 mil vezes durante os testes e o brilho no centro do dispositivo, onde está a “emenda invisível”, teve redução de apenas 6%.
Ontem, o Tecmundo publicou uma notícia sobre um conceito dobrável da Fujitsu que poderia ser usado como e-book, tablet ou notebook. A ideia do produto, desenvolvido por Hao-Chun Huang, parecia estar distante da realidade, mas a demonstração da Samsung dá conta de que produtos do gênero podem estar mais próximos da realidade do que parecem.
O anúncio feito recentemente pela Samsung relembra uma demonstração do ano de 2008 com uma tela dobrável de OLED. Assista abaixo ao vídeo de três anos atrás:

terça-feira, 10 de maio de 2011

As previsões mais inacreditáveis para 2030

Por Wikerson Landim - tecmundo


Quais são as surpresas que o mundo tecnológico reserva para nós nas próximas décadas?


Planeta Terra, 1991. Pare por alguns instantes e tente imaginar ou lembrar como era o seu dia a dia há 20 anos. Computadores em todos os lugares, internet acessível, smartphones, redes sociais e os seus sites favoritos, nada disso existia em sua vida. Se hoje você se vê, de certa forma, dependente de todos eles, pode parecer estranho visualizar um tempo em que nada disso passava pela sua cabeça.
Planeta Terra, 2030. Tente fazer o mesmo exercício e imagine como será o seu cotidiano daqui a 20 anos. Se levarmos em consideração a evolução do mundo tecnológico, é bem provável que muito do que você utilize hoje já tenha se tornado peça de museu. Internet muito mais rápida, carros voadores, fontes diferenciadas de energia, aparelhos cada vez mais inteligentes e menores são apenas algumas das promessas.
É hora de embarcar na máquina do tempo do Tecmundo e conhecer, a partir de conceitos existentes na atualidade, como o seu cotidiano pode ser transformado por completo nas próximas duas décadas. Quem viver, verá.

Falar um segundo idioma não será fundamental

Em um mundo globalizado, onde cada vez mais se torna imprescindível compreender um segundo idioma, afirmar algo do gênero pode soar absurdo. Contudo, basta analisar as inúmeras ferramentas disponíveis na atualidade para tradução e compreensão de textos, e a sua consequente evolução, para entender que, dentro de alguns anos, qualquer um poderá compreender e se expressar, ainda que não perfeitamente, em outros idiomas.
Para tradução de textos, você pode contar hoje com o Google Translator, disponível em dezenas de idiomas. A qualidade final da tradução não é perfeita, mas com ele é possível entender o contexto de qualquer artigo com muito mais facilidade, sem precisar, necessariamente, dominar o idioma em questão.
Usando realidade aumentada, é possível até mesmo traduzir textos em imagens, com aplicativos específicos para o iPhone, como o WordLens. A evolução aponta para programas capazes de traduzir ainda, em tempo real, áudio em diversos idiomas para a sua língua original. Claro, isso não significa que você deva abandonar um curso de idiomas por conta disso, mas no futuro, mesmo quem não domina outro idioma poderá ter mais oportunidades se souber utilizar as ferramentas corretas.

Carros voadores e sem motorista

 
(Fonte da imagem: Divulgação/Urban Aeronautics)
Desde que os carros foram inventados, os escritores de ficção científica alimentam a obsessão de colocá-los longe das estradas. Carros voadores são frequentes na literatura e no cinema, mas apesar dos inúmeros conceitos de design criados, poucos deles se tornaram realidade e, de fato, ainda estão muito longe de substituir os veículos de passeio que temos na atualidade.
Uma companhia israelense já colocou em testes, apenas para uso militar, um carro autônomo, capaz de rodar pelas estradas e voar, ainda que a apenas 60 centímetros do solo. O AirMule dispensa motorista e é capaz de alcançar lugares remotos onde os veículos terrestres não conseguem atingir.
Além dessa técnica, outra tecnologia, empregada em alguns trens no exterior, pode eventualmente ser adaptada para veículos de passeio, fazendo com que tenhamos carros levitando pelas ruas. O maior exemplo é o projeto do Maglev Cobra, o trem brasileiro que poderia utilizar levitação magnética para se deslocar entre São Paulo e Rio de Janeiro, numa velocidade de até 450 km/h.

O futuro da música passa pelo computador

Guitarras sem cordas, pianos sem teclas e smartphones se transformando em instrumentos musicais. O que parecia uma simples brincadeira, aos poucos, ganha mais espaço no mainstream da música. A dependência do computador é tão grande para alguns produtores que não é exagero nenhum afirmar que o som já pode ser feito mesmo sem o uso de instrumentos musicais.
Kitara, primeira guitarra totalmente digital, exibida na CES 2011, é um dos maiores exemplos do caminho que a indústria musical pode estar tomando. Sem cordas, o instrumento consegue detectar tanto as notas quanto os acordes e ainda possui modos diferenciados. Além disso, novos instrumentos musicais nascidos com a era digital também passam a figurar, aos poucos, na lista dos mais desejados.
Mesas digitais e aplicativos para smartphones e tablets podem tornar o ato de fazer música muito mais próximo à realidade de um usuário de computador do que à de um músico profissional. Obviamente ainda há muita resistência e poucos trocaram, definitivamente, os instrumentos pelo computador. Contudo, não é de se admirar que em 20 anos essa situação seja bem diferente.

Novas formas de energia

 (Fonte da imagem: Yanko Design)
Um dos temas mais discutidos na atualidade, e que tem sido alvo de pesquisas por parte da indústria, é o consumo eficiente de energia, bem como novas formas de torná-la sustentável. A preocupação não se limita apenas aos gadgets. Novas fontes de energia, que sejam capazes de abastecer residências ou cidades inteiras, também estão na pauta e o que não faltam são conceitos e ideias de como tornar o processo energético sustentável.
Imagine transformar sua simples caminhada em energia? Essa é apenas uma das ideias conceituais do gênero e que podem ser vistas em prática nos próximos anos. Transformando as vibrações dos passos em eletricidade, uma camada intermediária converte o movimento acumulado em energia, servindo como fonte autossustentável de iluminação pública.
Painéis solares embutidos em pontes e árvores transformadas em semáforos, para diminuir a poluição visual das cidades, são outras alternativas. Outra ideia prevê a utilização dos postes de luz como elementos para melhorar a qualidade do ar que respiramos, fazendo parte do trabalho que as árvores fazem na natureza.

Um mundo feito de vidro

E se o vidro fosse o material perfeito para todas as construções do futuro? A equipe da Corning, empresa norte-americana fabricante de vidros, elaborou um vídeo que fez grande sucesso no início do ano aqui no Tecmundo.
Intitulado “A day made of glass” (“Um dia feito de vidro”, em português) a peça mostra a rotina das pessoas em um futuro ainda não definido, mas que talvez esteja mais próximo do que se imagina. O grande foco está na usabilidade, uma vez que os dispositivos devem se integrar perfeitamente com o cotidiano das pessoas, em casa, no trabalho e no lazer.
O visual impressiona e os conceitos utilizam muito a ideia do touchscreen, das transmissões de dados via Wi-Fi e integração entre os mais diferentes tipos de produtos. A realidade aumentada, outro elemento cada vez mais presente nos gadgets, também é usada em abundância.

Alimentos inteligentes

Não basta serem bonitos e nutritivos, os alimentos do futuro também farão um convite para que você os saboreie. Durante a CES 2011 foram apresentadas caixas de cereal iluminadas por indução magnética, capazes de se acender ao perceberem a presença do usuário.
A comida do futuro pode estar também à sua disposição em qualquer lugar. Outra novidade, também exibida na CES 2011, foi uma parceria entre a Fulton Innovations e eCoupled: trata-se de um dispositivo que permite cozinhar sopas sem utilizar fogões ou tomadas. A energia elétrica enviada de maneira wireless é recebida pelo dispositivo e então é transformada em calor para aquecer as sopas.
Para quem se preocupa com desastres radioativos, como o ocorrido recentemente na usina Nuclear de Fukushima, outra solução conceitual é a adoção de pratos capazes de detectar os níveis de radioatividade da comida e informar ao usuário se ele pode consumi-la ou não. Com a crescente preocupação acerca de desastres do gênero, não é de se espantar que produtos como esse realmente venham a ser comercializados.

Um novo olhar sobre a realidade aumentada

No futuro, você não mais precisará ir atrás da informação, ela é quem chegará até você. E não estamos falando da forma tradicional como você a recebe hoje em dia, por meio dos feeds dos seus sites favoritos, email, mensagens de celular ou Twitter. Estamos falando de uma informação virtual que estará por toda parte, bastando que para isso você possua óculos ou gadgets especiais.
realidade aumentada tem se tornado cada vez mais frequente e as apostas sobre o futuro do serviço são inúmeras. As que são mais próximas de se tornarem efetivas são os óculos para uso militar e um monóculo com display OLED. Ambos permitirão que sua visão se aproxime da do Exterminador do Futuro, personagem consagrado no cinema.
Utilizando smartphones, você poderá obter em tempo real informações sobre o trânsitoaeroportos ou mesmo facilitar as suas compras. Depois de estabelecida a tecnologia, o objetivo maior deve passar a ser torná-la o menos invasiva possível, dispensando aparelhos e até mesmo óculos e permitindo que o usuário possa controlá-la apenas com os olhos.

Um robô para chamar de meu

Da mesma maneira que você possui um aparelho de celular hoje, no futuro será primordial ter um robô em casa. Pode parecer estranho, mas dia após dia os autômatos estão ganhando espaço não apenas na indústria, mas nos lares de muitas pessoas. É bem verdade que as tarefas que realizam hoje ainda são simples, mas a complexidade tende a aumentar.
Além de imitar com perfeição a expressão facial de seres humanos e até mesmo rir de maneira idêntica, os robôs poderão ser utilizados em cirurgias médicas que requerem precisãoajudar na compra de roupas online e resolver problemas sozinhos, sem precisar da interferência humana.

O futuro começa aqui

Fazer qualquer afirmação em relação ao que acontecerá no futuro, em especial no mundo tecnológico, é sempre uma tarefa arriscada. As mudanças são constantes e mesmo o que hoje se apresenta como tendência pode mudar completamente em poucos anos.
Entretanto, baseado em alguns projetos conceituais, é possível imaginar o que será possível ou não nos próximos anos. Isso não significa, necessariamente, que deverá ser assim. Um dos maiores triunfos da humanidade é sempre a capacidade de superar novos desafios, ainda que para isso muitos problemas sejam criados ao longo do caminho. Será que o nosso estilo de vida de hoje também será uma peça de museu em 2030?

Moduladores de grafeno permitem conexões com velocidade que ultrapassa os 100 terabits

Por Felipe Gugelmin - tecmundo


Nova tecnologia deve permitir a transferência completa de vídeos 3D em alta definição em poucos segundos.


Cientistas da Universidade de Berkeley, na Califórnia, desenvolveram um novo processo que usa o grafeno como forma de acelerar a velocidade alcançada por conexões de internet. A equipe, liderada pelo professor de engenharia Xiang Zhang, construiu um modulador capaz de elevar a velocidade da transmissão de dados em taxas que chegam a 100 terabits.
A novidade é constituída por um pequeno dispositivo ótico revestido por uma camada de grafeno, que serve como forma de desligar e ligar uma série de luzes. Esse princípio atua como base de funcionamento para moduladores de rede, responsáveis por controlar o envio de pacotes de dados – quanto maior a velocidade do processo, maior o número de informações transmitidas.

Transmissão de dados em alta velocidade

O uso do grafeno se mostra vantajoso nesse caso por permitir a construção de dispositivos em escalas nanométrica, que consomem menos energia do que os meios tradicionais. Além disso, as propriedades do elemento fazem com que ele seja um ótimo condutor de eletricidade, garantindo um desempenho 10 vezes maior do que a tecnologia atual.
O material também consegue trabalhar em frequências de até 500 GHz (número surpreendente comparado ao 1 GHz dos moduladores convencionais), e o tamanho diminuto permite o uso de cabos muito mais finos que os atuais. Segundo Xiang Zhang, a nova tecnologia deve permitir que, em breve, a transferência de vídeos 3D em alta definição para a tela de smartphones se torne mera questão de segundos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Chega de tomadas: celulares poderão ser carregados por voz

Por Renan Hamann - Tecmundo


Pesquisadores de uma universidade sul-coreana já estão conseguindo transformar voz em energia elétrica para carregar aparelhos.

Logotipo da universidade
Baterias são alvos constantes de pesquisas. Alguns pesquisadores do departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de Sungkyunkwan (Coreia do Sul) estão com uma ideia revolucionária. Liderado pelo Dr. Sang-Woo, o grupo está utilizando nanofios de óxido de zinco para converter a voz captada pelos celulares para gerar energia elétrica.
Caso seja possível aplicar o sistema em escala comercial, no futuro os telefones celulares poderão ficar meses longe dos cabos carregadores. Isso porque as chamadas (que são responsáveis pela descarga das baterias) seriam, ao mesmo tempo, responsáveis pelo recarregamento delas.
Por enquanto, os resultados ainda são pouco eficazes, mas já é um começo animador. Os pesquisadores lutam, agora, para encontrar outros materiais que possam ser utilizados com o mesmo propósito, mas gerando resultados mais interessantes e, que possam ser utilizados de maneira satisfatória.

Samsung exagera com TV 3D de 75″

por Victor Caputo INFO Online



Quando você acha que as coisas atingiram um patamar suficiente, vem sempre um megalomaníaco para mostrar que não é bem assim. Dessa vez, quem faz esse papel é a Samsung. A empresa lançou uma TV 3D de 75 polegadas. Só isso.
A TV com backlight de LED é a maior com suporte a 3D no mundo – pelo menos é o que afirma a empresa sul-coreana. Para assistir a conteúdos em 3D, o usuário terá que usar óculos com funcionamento ativo. O painel tem resolução de 1080p e taxa de atualização de 240 Hz.
Além do suporte a 3D, a televisão é da linha Smart da Samsung. Ou seja, é possível navegar na internet e até instalar aplicativos. Para facilitar essas atividades, a TV vem acompanhada de um controle com um teclado Querty em flip.
Como você deve ter imaginado, o preço do aparelho é compatível com seu tamanho. A previsão para a D9500 é de 17600 dólares.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Protótipo de PC tem o tamanho de um pendrive e custaria R$ 45

Por Fernando Daquino - Tecmundo


Desenvolvedor de jogos britânico criou o projeto para difundir o uso da tecnologia em escolas, melhorando o aprendizado dos alunos. Dispositivo possui entrada USB e até saída HDMI
.
(Fonte da imagem: Raspberry Pi Foundation)

David Braben, um desenvolvedor de games do Reino Unido, criou um projeto para baratear o custo de computadores com a intenção de difundir o uso da tecnologia em escolas. O protótipo desenvolvido pelo entusiasta é tão pequeno que lembra as memórias Flash – um pendrive, por exemplo.
O dispositivo conta com dois conectores: de um lado uma saída HDMI e, na outra extremidade, uma porta USB. Essas tecnologias permitem que o equipamento seja conectado a monitores ou televisores, mouses e teclados. O preço calculado para este PC é US$ 25 – cerca de R$ 45, sem o cálculo de impostos.
O protótipo surgiu com o entendimento de Braben de que as escolas não oferecem o suporte tecnológico necessário para o melhor aprendizado das crianças. Segundo o desenvolvedor de jogos, ainda existem muitas instituições de ensino que não possuem computadores o suficiente para atender a demanda dos alunos.

(Fonte da imagem: Raspberry Pi Foundation)

Confira a configuração do protótipo:
  • Uma saída HDMI;
  • Uma porta USB;
  • Processador ARM11 de 700 MHz;
  • 128 MB de memória RAM;
  • Sistema operacional Linux;
  • Reprodução de imagem em até 1080p;
  • Entrada para cartão de memória SD, o qual funciona como dispositivo de armazenamento.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Por Felipe Gugelmin - tecmundo

PaperPhone: smartphone dobrável com a espessura de uma folha de papel







Um trabalho conjunto de pesquisadores da Queen’s University, em Ontario, Canadá, e da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos, o PaperPhone é um smartphone bem diferente do tradicional. Possuindo a mesma espessura de uma folha de papel, o aparelho é capaz de realizar ligações, enviar mensagens e permitir a leitura de livros digitais.
Segundo dos um dos inventores do PaperPhone,  Roel Vertagaal, o aparelho não só possui a aparência de uma folha de papel, como emula com perfeição a sensação tátil do material. A interação se dá através de toques do usuário, que pode dobrar o aparelho para usá-lo como um telefone ou usar uma caneta para escrever um recado, por exemplo.


O futuro da computação


O dispositivo possui uma tela E-ink de 9,5 centímetros, capaz de acessar com eficiência as principais funções esperadas em um smartphone. Diversas ações podem ser programadas para realizar diferenças funções: por exemplo, virar uma página pode avançar a leitura de um livro, exatamente da mesma forma que é feita no meio tradicional.
O PaperPhone será apresentado ao público pela primeira vez no dia 10 de maio, durante a conferência CHI 2011, realizada pela Associação de Mecanismos de Computação de Vancouver. Segundo Vergataal, o projeto indica os rumos que a computação deve seguir nos próximos anos, conforme escritórios e escolas abandonam os meios que usam papel e favorecem ambientes digitais.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Intel anuncia chip de 22nm com transistor 3D

Por Monica Campi, de INFO Online



SÃO PAULO – A Intel anunciou seu primeiro transistor 3D, o Tri-Gate, que será empregado na sua nova linha de chips com 22 nanômetros de codinome Ivy Bridge.
O transistor é um componente microscópico base dos eletrônicos mais modernos. Os chips Ivy Bridge serão os menores já fabricados pela empresa (para efeito de comparação, um nanômetro equivale a um bilionésimo do metro).
“Houve uma grande mudança e inovação científica no processo de fabricação e no design do transistor. O grande chamativo é a migração [do transistor] de plano para 3D. Os benefícios na manufatura permitem incluir mais funcionalidades ao processador e um consumo de energia 50% abaixo da arquitetura anterior”, aponta Joab Paiva, gerente de habilitação de mercado da Intel América Latina, em entrevista à INFO.
A preparação das fábricas para produzir os primeiros chips com a tecnologia Tri-Gate em larga escala terá início ainda este ano e, de acordo com a Intel, irão possibilitar que os processadores operem em voltagens menores. Os primeiros produtos comerciais deverão chegar somente no 1º semestre de 2012.
Segundo a Intel, os transistores Tri-Gate de 22nm oferecem melhoria de 37% no desempenho em baixa voltagem (comparação feita com os transistores planos de 32nm da empresa).
Desta forma, esta nova tecnologia também poderá ser utilizada em dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Porém, questionada, a Intel afirmou que não tem prazos para que esses chips integrem esses aparelhos.
A Intel também não confirmou quando e quais serão os primeiros notebooks e desktops que trarão essa nova tecnologia embarcada.